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RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS E AS ETAPAS DO GRUPO: A TEORIA DE WILL SCHUTZ
Will Schutz, ao longo de quase 30 anos, desenvolveu uma abordagem do desenvolvimento do ser humano considerando três dimensões do comportamento: Inclusão, Controle e Abertura:
1 Inclusão
Relaciona-se com associação, ou melhor, pessoas estarem cercadas de pessoas. É a necessidade de obter a atenção dos outros, interagir, de pertencer, de ser único. Ser único significa que o outro está interessado ‘em mim’ o suficiente para descobrir quem sou eu. Inclusão relaciona-se com a preocupação em ser proeminente (estar em destaque no sentido de ser importante, mais do que dominação).
Por exemplo, de um lado existem pessoas do tipo animado, que gostam de festas, de fazer atividades em grupo, de iniciar conversas com estranhos. Por outro lado existem pessoas que preferem ficar sozinhas, são mais reservadas, raramente começam conversas e evitam festas.
Inclusão envolve a quantidade de interação que duas pessoas querem ter entre si, assim como a decisão no que se refere à manutenção ou não desse contato.
Em relação ao grupo, a fase de inclusão começa com a formação do mesmo. A primeira decisão é se a pessoa deseja fazer parte, se quer estar fora ou dentro, sentir se estão prestando atenção nela ou se esta fora e sendo ignorada (Quem me inclui, me chama para estar no grupo?). E se é importante neste grupo.
Convém ressaltar que se ela ficarr muito ansiosa a respeito disso, pode começar por falar demais, se omitir ou se exibir.
O comportamento em relação à inclusão é em função de dois aspectos: o racional e o defensivo
O racional representa uma preferência para ter contato com pessoas. O defensivo representa a ansiedade em relação à inclusão. O racional é flexível e pode se adaptar à situação – evento. O defensivo é rígido – isto é, ele não varia conforme situação / evento e resulta em comportamentos inadequados.
Somos uma mistura do racional e do defensivo, dependendo de como nos sentimos em relação a nós mesmos, isto é, quanto maior nossa auto-estima e autoconhecimento, mais facilmente o lado racional poderá assumir.
Partindo, então desses pressupostos, podemos apresentar três tipos de ’pessoas’:
1. Pessoa Subsocial – Tem medo de ser ignorada, não se arriscando em consequência desse medo. Prefere ficar só. Tem baixa inclusão.
2. Pessoa Supersocial – Também tem medo de ser ignorada, porém adota um comportamento oposto ao subsocial – Apesar de ninguém estar interessado nela, vai forçar os outros a prestar atenção em si de alguma maneira..
3. Pessoa Social – É a pessoa que sente-se bem em grupo, assim como quando esta sozinha.
2 Controle
Controle refere-se à relação de poder, influência e autoridade entre as pessoas. Relaciona-se à obtenção da quantidade de controle que a pessoa exerce. Há pessoas que gostam de liderar, dar ordens e tomar decisões. Outros não gostam, procurando assumir posições em que não tenham responsabilidades.
Em um debate, se a pessoa busca controle, quer dominar, ser a vencedora ou pelo menos estar do lado vencedor.
Se a pessoa é forçada a escolher, aquele que busca inclusão prefere ser um participante que perde ou fica com quem perdeu, aquele que busca controle prefere ser um vencedor solitário.
Dessa maneira, podemos dizer que comportamentos de controle não requerem proeminência, e comportamentos de inclusão não requerem dominância.
Comportamentos de controle podem ser manifestados por meio de uma resistência da pessoa em ser controlada. Expressões de independência e rebelião (revolta) indicam resistência. Complacência, submissão e facilidade em obedecer indicam aceitação quanto a ser controlado.
Nós podemos controlar e sermos controlados. Nós podemos preferir controlar a sermos controlados. Nós podemos preferir uma estrutura de poder na qual ninguém dá ordem para ninguém. Nós podemos preferir seguir ordens e sermos relutantes em dar ordens.
As questões de controle estão relacionadas com o grau de confrontação na relação. As típicas interações no contexto de controle envolvem confrontação ou evitação do confronto.
Algumas vezes, um colaborador prefere ser o “poder por trás do trono” satisfazendo simultaneamente a necessidade de controle e baixa inclusão, outra situação é o do bobo da corte, que satisfaz sua necessidade de alta inclusão e baixo controle.
Podemos notar que problemas de controle surgem após o grupo compor-se e as afinidades começarem a ser desenvolvidas. Nesta etapa as principais demandas no grupo passam a ser luta pelo poder, competição (pela liderança, métodos do processo de tomadas de decisão, distribuição do poder), busca ou assunção de diferentes papéis (líder, ajudador, animador, conciliador, opositor). As preocupações são em relação a ter muita ou pouca responsabilidade. O objetivo de cada membro é ter tanto poder e influência até atingir o seu nível de conforto. A pessoa procura situar-se entre um estado de impotência ao de estar sobrecarregado de responsabilidade.
Will Schutz é incisivo nas suas afirmações quando coloca que a parte racional tem preferência por um certo controle da própria vida, a defensiva tem origem no medo de ser fraco (não poder sustentar-se – ajudar a si mesmo) ou de ficar sobrecarregado com responsabilidades. A parte racional é flexível e pode adaptar-se à situação, a defensiva é rígida, indiferentemente as circunstâncias. Quanto maior é o autoconceito e auto-estima, mais o comportamento é racional e não defensivo.
Levando em conta o controle podemos agrupar as pessoas em:
1. Pessoa Abdicrata – (Rígido em baixo controle) a pessoa abdica do seu poder. Adota uma posição subordinada, na qual os outros não esperam que ela assuma responsabilidades, tome decisões; ao contrário, ela quer que os outros aliviem suas obrigações, não controlando os demais, nem quando isto é apropriado. Quando ela é o chefe, não faz o que é necessário para corrigir aquilo que não está funcionando bem. Ela atrasa, procrastina. Ela nunca toma uma decisão que a faça subir, e a responsabilidade nunca fica com ela.
2. Pessoa Autocrata – (Rígido em alto controle) é a pessoa que domina nos extremos. Seu método direto é buscar poder e competir. Tem medo que os outros dominem e não sejam influenciados por ela.
Seu sentimento básico é o mesmo do abdicrata: Não ser capaz
Para compensar este sentimento fica tentando provar que é capaz, o que resulta em assumir muitas responsabilidades e freqüentemente se desgastar. Seu método indireto para obter controle é: ser astuto, manhoso, sedutor.
3. Pessoa democrata. Quando na infância a pessoa resolveu com sucesso as questões relacionadas ao controle, sentindo-se confortável dando ou não comandos, recebendo ou não comandos. Ela não tem medos sobre a sua estupidez ou incompetência. Sente-se competente e confia em que os outros sentem que ela pode tomar decisões.
3 Abertura.
A terceira dimensão do comportamento humano é a ‘abertura’, isto é, quanto a pessoa está disposta a ser ‘aberta’ com o outro. A abertura varia ao longo do tempo, entre os indivíduos e nos relacionamentos.
Algumas vezes, as pessoas gostam de uma relação em que possam dividir seus sentimentos, seus segredos e pensamentos íntimos e por isso necessitam alguém para seu confidente. Outros evitam abrir-se com qualquer pessoa. Preferem manter relações mais impessoais, tendo conhecidos em vez de amigos próximos, ou seja, as pessoas manifestam tanto desejo de relacionamentos mais abertos como de privacidade.
A abertura é construída com base em vínculos mais profundos, portanto, usualmente é a última fase a emergir em um relacionamento entre as pessoas ou em um grupo. Com a evolução da relação, a abertura terá a ver com o quanto as pessoas vão ser transparentes umas com as outras.
Assim como na Inclusão e Controle, a Abertura tem dois aspectos: o racional e o defensivo. O racional resulta da preferência de uma certa quantidade de abertura que a pessoa quer ter. O defensivo resulta do medo de ser muito aberto e ficar vulnerável a ser rejeitado ou não amado. Quando a pessoa é flexível e racional, pode adaptar-se a diferentes situações, quando ela é rígida e defensiva, reage sempre da mesma maneira em qualquer circunstância. Cada pessoa é uma mistura do racional e do defensivo, dependendo de como ela se sente em relação a si. Quanto pior ela se vê em relação a si mesma, mais defensiva ela é.
Também neste caso podemos destacar três tipos de pessoas:
1. Pessoa impessoal. É quando a pessoa se relaciona de forma impessoal (rígida em baixa abertura, defendendo-se), ela evita revelar-se para os outros. Mantém relações superficiais, distantes e fica mais confortável quando as pessoas fazem o mesmo. Mantém uma distância emocional e não se envolve verdadeiramente. Tem medo de que ninguém goste dela, e se antecipa. Ela possui grande dificuldade de gostar genuinamente das pessoas e não acredita nos sentimentos que elas têm em relação a sua pessoa. A atitude inconsciente é: como a abertura em sua vida levou-a a ter experiências muito dolorosas, procura evitar esta dor, não se ‘abrindo’ novamente.
A técnica direta é evitar proximidade, sendo antagônico, e rejeitando, se necessário. A técnica sutil é ser superficialmente amigável com todos, procurando ter popularidade que funcione como uma proteção contra ser aberto.
2. Pessoa Super Pessoal. Quando se relaciona de forma excessivamente pessoal (rígida em alta abertura, pela defensividade) ela conta para todos seus sentimentos, e quer que todos sejam abertos com ela. O sentimento inconsciente é: a primeira experiência com ‘abertura’ foi muito dolorida, mas se tentar muitas vezes ela poderá se tornar melhor. Ser gostado é essencial, portanto a sua técnica direta é tentar obter aprovação sendo extremamente pessoal, insinuante e confidente. A técnica sutil é manipulativa, possessiva e punitiva, caso seus amigos tentem estabelecer novas amizades.
3. Pessoal. Quando se relaciona de forma pessoal (utiliza a abertura de forma adequada) e tem suas questões relacionadas com abertura bem resolvidas na infância, o seu nível de abertura com os outros é flexível. A pessoa fica confortável em uma relação próxima e também em situações que requeiram distância. A pessoa sente-se confortável dando ou recebendo afeto, gosta de ser gostada, mas se não o é, pode aceitar isso significando simplesmente que alguém não gosta dela, não generalizando e cncluindo que não é amada por ninguém.
Nestas três dimensões cada pessoa tem uma posição de conforto, isto é, escolhe um comportamento entre dois extremos: baixo ou alto / pouco ou muito. De acordo como a pessoa se comporta, se sente em relação a si mesma, essa posição de conforto tem sua fonte:
- Na auto-inclusão (estar vivo), autodeterminação e autoconsciência. Na forma como a pessoa se comporta em relação a si mesma.
- Na auto-importância (auto-relevância), autocompetência e amor próprio. Como a pessoa se sente em relação a si mesma.
- No comportamento das pessoas, que nos impactam nas nossas experiências, memórias, pensamentos, valores, crenças gerando medos de ser ignorado, humilhado e rejeitado.
Ou seja, os comportamentos em relação à inclusão, controle e abertura que adotamos estão diretamente vinculados ao nosso autoconceito e auto-estima.
4. Comportamento de inclusão e os sentimentos de importância e estar vivo.
Os sentimentos que a pessoa tem em relação a si, os sentimentos que tem em relação aos outros e seus comportamento estão todos conectados. Se a pessoa sente que é importante, fica mais independente em relação aos outros. Se não, tende a pensar que os outros não vão achá-la importante, adotando comportamentos que levam as pessoas a considerá-la sem importância. Quando as pessoas a incluem, se interessam em saber quem ela é, o seu sentimento de importância cresce, assim como a sua auto-estima. Contrariamente, se a pessoa não é incluída e os outros não demonstram interesse por ela, tende a se isolar, dificultando a comunicação e o desenvolvimento de uma maior sinergia do grupo.
5. Comportamento de controle e sentimentos de competência e escolha
Subjacente ao comportamento de controle está a experiência que acompanha o sentimento de sentir-se ou não competente. Competência tem a ver com a habilidade de tomar decisões e resolver problemas. A pessoa se sente competente quando tem capacidade de enfrentar o mundo, satisfazer seus desejos, evitar catástrofes, manter um trabalho, ser auto suficiente, e adquirir bens materiais.
No momento que o indivíduo se sente competente, inteligente, forte, harmonioso é capaz de enfrentar as questões relacionadas com o viver. Quando se sente incompetente, é o oposto: sente-se fraco, impotente e incapaz de enfrentar a vida. Ele precisa de uma grande ajuda e orientação dos outros para enfrentar a vida e assim mesmo se sente inseguro.
6. Comportamento de abertura e o sentimento de ser amado.
Quando a pessoa gosta de si mesma, tem prazer na própria companhia. Sente-se bem em relação ao que é, e se os outros souberem tudo a seu respeito, vão gostar de quem é.
Quando a pessoa não gosta de si, não tem prazer em saber quem é. Tem vergonha de si ou de como se comporta e como se sente. Seus impulsos e desejos são inaceitáveis, e ela acredita que qualquer pessoa que soubesse tudo a seu respeito ficaria revoltada e poderia insultá-la. Em função do quanto ela sente que não é gostada e amada é que experimenta maior ou menor receio e medo em relação à rejeição. Dessa forma, receia que quanto mais as pessoas a conhecem, menos vão gostar dela. Mantendo uma maior distância pessoal e mantendo segredo ela se sente segura, ao menos temporariamente.
sábado, dezembro 18, 2010
WIKILEAKS AND JULIAN ASSANGE: HERÓI OU BANDIDO?
Neste mundo cada vez mais complexo, ambivalente e notavelmente repleto de controvérsias, torna-se difícil identificar claramente quem são os bandidos e quem são os mocinhos de uma história como esta. Ou se ambos são os mocinhos, ou o contrário. Ou se os papéis alternam-se conforme interesses “top top secret”. Ou se não há mocinhos nem bandidos e trata-se simplesmente de uma filmagem hiper-realista do novíssimo filme de Spielberg , Cameron ou Eastwood. Tudo irá depender do final na identificação do Diretor.
Possivelmente sejamos os culpados dessa indecisão existencial. Jonh Wayne nunca faria tantas perguntas a si mesmo, ele atiraria nos índios e dormiria feliz, por Deus, pela Pátria e pela Coca-Cola ( by the way, a empresa não está pagando pelo comercial gratuito). No entanto, Wayne morreu, embora atualmente tenha sido substituído por “The Jester”, o misterioso e “patriótico” hacker que pirateou o Wikileaks, segundo ele, realizando um trabalho pelas forças do bem contra os inimigos dos Estados Unidos. Mesmo assim, com ou sem bufões, o mundo mudou, nós mudamos.Fizemos muita psicanálise, lemos demasiados livros contando mentiras que iludiram verdades, assistimos cenas atrás dos bastidores. Aprendemos a duvidar. Felizmente.
Assim qual é a história, oficial, extra-oficial e nada-oficial, ou seja, àquela que ocorreu, mas jamais será confirmada?
Até algumas semanas atrás, poucas pessoas conheciam o nome de Julian Assange. Porém a liberação de 250 mil documentos diplomáticos dos Estados Unidos pelo site Wikileaks, bem como logo após a prisão do seu fundador sob acusação de estupro, tornou o ativista australiano uma celebridade mundial. Inclusive capa-destaque da revista Rolling Stone, sem jamais ter sido músico de qualquer natureza.
Surgem as primeiras perguntas: o natural candidato à mocinho teria o físico clássico, ousadia e coragem, mas não seria políticamente correto? Os partidos se polarizam: existem àqueles que classificam Assange como terrorista cibernético, uma nova modalidade de “bicho-papão”, depois dos comunistas que devoravam criancinhas desobedientes. Porém do outro lado, em contrapartida, existem àqueles que fazem o mesmo dito terrorismo cibernético para defendê-lo, apelidando o rapaz de “Che”. Exageros de um lado, exageros de outro.
Na quinta-feira passada, 16/12, Julian saiu da prisão em Londres , onde havia permanecido durante nove dias, acusado de estupro por duas mulheres suecas. Nesse caso, o assim chamado estupro(denominado no processo, em francês, “sexe par surprise”) relacionou-se ao fato dele não utilizar, (negando-se ao uso, mesmo considerando as brasileiríssimas de sabores variados, como morango ou chocolate), camisinha durante a relação sexual. Embora a Suécia seja um país considerado bastante liberal no que se refere às práticas sexuais e outros bichos mais, aconselho que antes de qualquer investida mais “calorosa” , seja feita uma leitura detalhada do assunto na legislação vigente. Facilmente podem ocorrer processos e não apenas pelo não-uso de proteção (no caso específico, não-consensual). Afinal, com esse “sexe par surprise”, nunca se sabe. No dia seguinte a surpresa pode ser bem desagradável para um dos lados.O fato da prisão ocorrer logo após a divulgação dos documentos comprometedores, e inicialmente tratar-se apenas de um complemento de informações , confirmado pela Interpol, trouxe uma palavra à tona: conspiração.
Dessa forma começaram os rounds da luta que está sendo denominada: L’Empire X Les Barbares Du Net.Nos dias seguintes, um movimento internacional de hackers declarou aberta a Operation Payback (Operação Revanche), para vingar o que consideram perseguição ao homem que está revelando os segredos dos governos mundiais. O grupo atacou sites e serviços dos cartões de crédito Visa e Mastercard, além de bancos e outros fornecedores que romperam contratos com o WikiLeaks após o resultado das suas revelações.
Aqui torna-se muito importante e fator de aprendizagem organizacional, o comentário de que,muitas vezes, as empresas não tem visão estratégica sequer de curto prazo, perdendo excelentes oportunidades de, por exemplo, não fazer absolutamente nada. Esta guerra não era delas e sim dos governos. Demonstrar aberta e rapidamente tanta “lealdade”, ainda mais quando estamos falando de documentos que comprovam mortes ilegais, compromete de forma inequívoca estas corporações mediante o público, bastante mais forte do que qualquer documento que o Wikileaks pudesse apresentar.
Estaria faltando Assessoria de Inteligência Estratégica para Visa e Mastercard, citando apenas estes dois como exemplo?
Talvez. Ou realmente os compromissos com os órgãos públicos eram muito grandes e exigiram imediata tomada de ação. No entanto, não há duvidas de que estas corporações irão precisar de uma grande recuperação de imagem junto à população em geral. Em época de conquista dos clientes mais jovens, ainda bastante idealistas, “degolar” seu novo ídolo não foi a melhor política comercial.
Para ilustrar este ponto de vista, até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou mais “jogo de cintura”, saindo em defesa do “rapaz” que “desnuda a diplomacia”. No mesmo dia, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, (vejam só, ex-chefe da KGB russa), também defendeu Assange. No Twitter, o nome de Assange ultrapassou o astro teen Justin Bieber – segundo a ferramenta Trendistic.
Livre da prisão, mas sob sério risco de ser extraditado para a Suécia e até para os EUA, solução bastante arriscada para ele, Assange espera seu futuro numa mansão de dez quartos no interior do Reino Unido – oferecimento de um apoiador anônimo.
Foi também esta legião de admiradores, como o cineasta americano Michael Moore, que pagou sua fiança, equivalente â R$ 640 mil. Na Alemanha, uma ONG está vendendo camisetas retratando Assange como Che. Enquanto isso, nos EUA, o líder da oposição republicana no Senado pediu a cabeça de Assange, dizendo que ele é um “terrorista de alta tecnologia”. Tenho dúvidas de que o senador saiba exatamente o que isso queira dizer, pois se soubesse teria cuidado com a terminologia, uma vez que seu país sempre sustentou a idéia do uso tecnológico “em defesa de outros povos” . Não seria também uma espécie de terrorismo? Ah. mas permitido oficialmente e com transmissão direta pela CNN.
A sociedade parece ter chegado à conclusão de que existe um mocinho, e sobre quem estaria no papel. Nesse caso o Estado necessita dar-se conta, com urgência, de que repressão somente irá gerar mais revolta e aumentar a idolatria de Assange. Davi contra Golias, alguém torceria por Golias???
A guerra de imagens e razões está perdida. Nenhuma acusação suspeita de estupro pode afetar cenas incompreensíveis presenciadas no vídeo Assassinato Colateral, disponível no You Tube, sobre execuções realizadas no Irã. Nenhum ser humano pode ver isso e acreditar em quebra da segurança nacional ou de sigilo diplomático.
Nenhum ser humano pode ver isso sem pensar em bandidos e mocinhos.
Inteligência, muitas vezes, é aprender a recuar, “Uncle Sam”. Nossa eterna cegueira morreu junto com Saramago e certamente, agora e sempre, nosso livro de cabeceira chama-se:
ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ
Antes tarde do que nunca.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Inside WikiLeaks' Bunker
Inside WikiLeaks' Bunker
Parceiros-Consulting mostra imagens de um dos assuntos mais polêmicos do momento:
The WikiLeak's Bunker, onde vivia Julian Assange, atualmente preso.
Este debate, passando por questões éticas, ideológicas e morais, deve ocorrer dentro das organizações, pois elas também , em menor ou maior grau, tem seus segredos e seu nível de confidencialidade. Como gerenciar seus riscos?
Várias perguntas podem ser feitas:
- Até onde segredos devem ser guardados?
- Em nome da "democracia", crimes podem ser cometidos?
- Por outro lado, revelações importantes foram feitas somente como vingança ou forma de pressão, caso contrário também teriam sido silenciadas ou usadas para outros fins?
Penso que temos muitas reflexões a fazer, enquanto cidadãos, em todos os níveis da sociedade.
segunda-feira, dezembro 13, 2010
domingo, dezembro 12, 2010
VOCABULÁRIO CORPORATIVO



By PARCEIROS-CONSULTING
Você sabe o que a palavra stakeholders significa? E turnover? E corporate purpose?
E CEO, CIO e CLO?
Essas e muitas outras palavras fazem parte do vocabulário corporativo, seja no
âmbito público ou privado, e saber os seus significados é fundamental para compreender o mundo dos negócios. Fique por dentro de alguns dos termos mais usados do “dicionário corporativês”.
Absenteísmo
Falta constante ao trabalho, por parte do colaborador, ou sua ausência devido a problemas de saúde
Approach
Abordagem
Avaliação 180 graus
É um modelo intermediário ao 360 graus. Com ele, não há avaliação dos colaboradores, mas apenas dos pares, clientes e chefe
Avaliação 360 graus
Sistema usado para medir o desempenho, em que o colaborador não é submetido somente à
avaliação do chefe imediato, mas à dos colegas de trabalho, equipe e até de clientes
da empresa
B2B
Sigla fonética de "business to business". É o comércio eletrônico entre empresas. Trata-se de um mercado sem a participação do consumidor
B2C
Business to customer, a empresa que vende diretamente para o consumidor via internet
Benchmark
Parâmetros de excelência, exemplos de coisas boas
Board
Conselho diretor
Bônus
Premiação em dinheiro concedida aos funcionários
Brainstorm: literalmente, significa "tempestade cerebral". É uma reunião para se fazer exatamente isso: trocar idéias
Branding
É a construção da marca de uma empresa, produto ou pessoa
Break even point
O momento a partir do qual custos e receitas de um negócio se equilibram
Breakthrough
Trata-se de um avanço em determinada área
Broad band
Banda larga
Budget
Orçamento
Business Plan
Plano de negócios
BUMO
Sigla de Brand Used Most Often - refere à marca ou produto mais utilizado, ou mais
frequente.
Buying in
Compra (de uma empresa, por exemplo)
C2C
Customer to customer - venda de cliente para cliente. Ex: site Mercado Livre
Case
Estudo de caso, normalmente abordado em empresas
Cash
Dinheiro vivo
CEO - chief executive officer
É o cargo mais alto da empresa. É chamado também de presidente, principal executivo,
diretor geral, entre outros. Quando existe um presidente e um CEO, o primeiro é mais forte
CFO - chief financial officer
Um nome mais sofisticado para diretor de finanças
Chairman
Presidente do conselho que dirige a empresa
CHRO - chief human resources officer
É o cargo de diretor de recursos humanos
CIO - chief information officer
Responsável pelo planejamento e estratégia por trás da tecnologia. Pode ser também chief imagination officer, termo criado pela fabricante americana de computadores Gateway. É responsável por promover a criatividade entre o pessoal
CKO - chief knowledge officer
É o gestor do capital intelectual da companhia. As atribuições vão desde a definição da arquitetura das informações e de seu fluxo até onde arquivá-las e como recuperá-las
Clima organizacional
É o ambiente interno de uma empresa. Para avaliá-lo são considerados, entre vários itens,liderança na companhia,motivação para o trabalho,possibilidades de crescimento
profissional, enfim,satisfações e insatisfações dos funcionários
CLO - chief learning officer
Responsável por administrar o capital intelectual. Ele precisa reunir e gerenciar todo o conhecimento da organização
CMMC
Capacity maturity model, recurso para desenvolvimento de software
CMO - chief marketing officer
A função é um pouco mais complexa que a diretoria de marketing. Em algumas empresas, o CMO acumula ainda a diretoria comercial e, em outras, a área de novos negócios
Coaching
Sessões de aconselhamento feitas por um consultor de carreira que acompanha e se envolve no desenvolvimento contínuo do profissional. Serve para promover mudanças de
comportamento no funcionário, para que ele atinja novos objetivos
Commodity
Produto primário, geralmente com grande participação no comércio internacional
Compliance
Agir de acordo com uma regra, um pedido ou um comando. Através das atividades de
compliance, qualquer possível desvio em relação a política de investimento dos produtos é identificado e evitado. Assim, os investidores têm a segurança de que suas aplicações serão geridas segundo as diretrizes estabelecidas
Consumer Relationship Management
Gerenciamento das relações com o cliente
Consumer Understanding
Conhecimento profundo a respeito dos clientes
COO - chief operating officer
Executivo chefe de operações. Geralmente o braço direito dos CEOs
Core business
Negócio principal da empresa
Corporate purpose
Objetivo da empresa
Counseling
Aconselhamento de carreira. É uma espécie de terapia profissional, que discute, entre
outras coisas, os objetivos pessoais e futuros, estilo gerencial do executivo, nível cultural,valores e conhecimento do mercado. O objetivo é avaliar isso para ajudar o
profissional a tomar melhores decisões para sua carreira
Country-manager
Diretor-geral para o país
CRO - chief risk officer
Além de gerenciar o risco nas operações financeiras, o CRO também é responsável por
analisar as estratégias do negócio, concorrência e legislação
CSO - chief security officer
Profissional que tem a missão de identificar fontes internas e externas de recursos para desenvolver projetos de tecnologia
CTO - chief technology officer
Existe uma confusão muito grande. Geralmente o CTO comanda a infra-estrutura da área de tecnologia. Enquanto o CIO o seu uso estratégico
Data-base marketing
Marketing baseado em banco de dados de nomes e pessoas, para quem você dirige
mensagens de interesse de sua empresa
Deadline
Data limite. Data, dia ou hora, em que alguma coisa precisa ser dada como terminada ou liquidada
Downsizing
Redução no número de funcionários da empresa
Dumping
Dumping é uma prática comercial, geralmente desleal, que consiste em uma ou mais
empresas de um país venderem seus produtos por preços extraordinariamente baixos
(muitas vezes com preços de venda inferiores ao preço de produção) por um tempo,
visando prejudicar e eliminar uma concorrência local, passando então a dominar o mercado e forçando preços altos. É um termo usado em comércio internacional e é reprimido pelos governos nacionais, quando objetivamente comprovado
EBITDA
Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization - ganhos antes dos
pagamentos de juros, impostos, depreciação e amortização. O termo é seguido por um
número que representa os ganhos da empresa em um determinado período,permitindo,
portanto, análise da performance financeira de tal empresa
Educação Continuada
Cursos de aperfeiçoamento referentes à atividade do funcionário. Pode incluir pós-graduação, mestrado e doutorado
Empowerment
Este termo surgiu nos anos 80 e se refere às situações em que os chefes devem decidir um pouco menos e os subordinados um pouco mais
Endomarketing
É uma área diretamente ligada à comunicação interna, que une técnicas de marketing aos conceitos de recursos humanos
Entrepreneur
Empresário
Expertise
Conhecimento técnico
ERPs
Sistemas de gestão empresariais
Factoring
Prática de algumas empresas que consiste em comprar cheques pré-datados de lojistas
cobrando comissão pelos mesmos
Feedback
É uma conversa entre o líder e o liderado, com caráter de retorno, sobre os
acertos e erros de cada um, ou de um deles. Também pode ser entre pares.
Fine tuning
Sintonia fina, calibragem
Follow-up
Dar prosseguimento a uma discussão ou debate, retomando temas para atingir soluções.
Também pode significar revisão das tarefas que foram geradas após uma reunião ou
auditoria, quando os prazos para realização foram esgotados
Forecast
Previsão
Gap
Intervalo
Hands-on
Com participação ativa
Headcount
Número de pessoas que trabalham em determinada equipe ou empresa
Headhunter
Caça-talentos do mundo corporativo
In-loco
No lugar em que determinada coisa acontece
Inclusão digital
É dar condições para que um número cada vez maior de pessoas possa ter acesso a novas
tecnologias, entre elas internet
Inclusão social
É a forma de trazer para a sociedade pessoas que foram excluídas dela e estavam privadas de seus direitos, como os portadores de deficiência física
Income
Renda
Income Tax
Imposto de renda
Intranet
Rede de comunicação interna e exclusiva das empresas
Intrapreneur (não confundir com entrepreneur)
Empreendedor interno, pessoa que dirige uma unidade do negócio como se ela fosse uma
empresa independente
Job rotation
Rodízio de funções promovido pela empresa, para que o funcionário possa adquirir novos conhecimentos em setores diferentes e acumular experiências, sem sair da companhia em que trabalha
Join Venture
Associação de empresas para explorar determinado negócio. De caráter não definitivo,
nenhuma das empresas participantes perde sua personalidade jurídica
Kick-off
Dar o primeiro passo, começar
Know-how
Conhecimento
L.L.M
Master of Laws, mestrado em direito
Market share
Fatia de mercado
Markup
É um sobre-preço acrescentado ao preço final do produto (digamos, após custo de produção, distribuição e margem de lucro prevista)
MBA in company
MBA oferecido pela empresa dentro de seu próprio espaço físico
MBAS
Sigla em inglês para Master in Business Administration. É um curso que equivale à pós-graduação em administração de empresas
Mentoring
Profissional mais velho, com experiência e habilidade de relacionamento, que acompanha e passa para o mais novo suas idéias sobre o trabalho e a carreira
Merchandising
Prática de marketing na qual a marca ou a imagem de um produto ou serviço é utilizada
para vender outro, destacando-o da concorrência, isto acontecendo no ponto de venda
(PDV). Merchandising é a ação que usa a comunicação de marketing no ponto
de venda e em espaços editoriais na televisão, mídia[media] impressa e outros, para
reforçar mensagens publicitárias feitas anteriormente, ou mesmo em substituição à
publicidade, em alguns casos.
Nepotismo
Favorecimento de parentes próximos feito por quem tem autoridade e poder
Networking
Construir uma boa rede de relacionamentos, geralmente em sua área de atuação
Newsletter
Boletim de notícias
Outplacement
Serviço oferecido e pago pela empresa, que consiste no aconselhamento, apoio, orientação e estímulo ao profissional demitido, preparando-o técnica e psicologicamente para se recolocar no mercado de trabalho, bem como para o planejamento de sua carreira
Outsourcing
Terceirização
Overhead
Despesas operacionais
Performance
Palavra inglesa que significa atuação e desempenho
Player
Empresa que está desempenhando algum papel em um mercado ou negociação.
Presenteísmo
Diferente do absenteísmo, quem tem este mal não falta ao trabalho, mas ao final de todos os dias sofre com dores de cabeça, cansaço, dores nas costas, irritação, sinusite e alergias - com isso, a produtividade e a motivação é que deixam de aparecer
Pro forma
Apenas por formalidade
Reengenharia
Mudança nos processo internos de uma empresa
Responsabilidade Social
Atuação e consciência do papel das empresas como agentes sociais no desenvolvimento do ser humano e da comunidade à qual está inserido
ROI
Return of Investiment - Tempo necessário para o retorno do investimento
Sales manager
Gerente de vendas
Sinergia
Ação positiva e simultânea de um grupo de pessoas na realização de uma atividade
SkillH
Habilidade
Spread
Taxa de risco
Stakeholders
Partes / grupos que estão diretamente interessadas na atividade da empresa: Acionistas,governo, clientes, funcionários, fornecedores e sociedade
Start up
Início da operação
Stand-by
No aguardo
Status-quo
Situação atual do ambiente interno da empresa, principalmente no que diz respeito aos
processos internos.
Supply chain management
Gerenciamento de cadeia de abastecimento
Target
Alvo
TI
Sigla de tecnologia da informação
Top of Mind
Refere-se a marca ou produto mais lembrado espontaneamente
Trend
Tendência
Turnover
Rotatividade de funcionários dentro de uma empresa, medida pela média de pessoal que se mantém fixa na companhia
Workaholic
Pessoa viciada em trabalho
Workshop
Treinamento em grupo de acordo com a técnica dominada pelo instrutor, que visa ao
aprendizado de novas práticas para o trabalho
quinta-feira, dezembro 09, 2010
ELEMENTOS DA CULTURA ORGANIZACIONAL






POR ANGELA PIERUCCINI
Valores
O conceito de valor dentro da organização refere-se às metas conquistadas pelos seus membros, tais como: importância do consumidor, alto padrão de desempenho, qualidade e inovação, importância da motivação intrínseca. Esses valores formulam o padrão de comportamento que influencia no sucesso da organização.
Crenças e Pressupostos
As crenças aparecem como uma característica da mente humana. No conceito popular,crença é aquilo que se tem como verdade e nem sempre tem apresenta uma base científica para ser explicada. As crenças nas empresas de alto padrão são fatores como ser o melhor, pessoas enquanto indivíduos, assistência e qualidades superiores, membros inovadores, formalidade como um estímulo à comunicação, lucro e crescimento econômico. Essas crenças são importantes para gestores de sucesso.
Ritos, Rituais e Cerimônias
As organizações realizam, em sua maioria, confraternizações e trocas de presentes entre seus funcionários. Um ritual importante para valorizar a cultura da empresa. FLEURY (1990) sugere que a partir da comparação entre ritos das sociedades tribais com os da realidade organizacional, pode-se identificar seis tipos de ritos:
Ritos de:
Passagem – podem ser exemplificados como o processo de introdução e treinamento inicial,
Degradação – a demissão e substituição de um alto executivo;
Confirmação – seminários que são realizados para reforçar a identidade social e poder de coesão;
Reprodução – atividades de desenvolvimento organizacional;
Redução de conflito – processos de negociação coletiva;
Integração – festas realizadas em datas comemorativas, por exemplo: natal.
Estórias Mitos e Heróis
Estórias são narrativas baseadas em eventos ocorridos, que reforçam o comportamento e informam sobre a organização. As organizações de sucesso refletem-se nas suas ações administrativas bem-sucedidas que ficam para a história. O inverso também é verdadeiro.
Um valor que parece aflorar de forma mais consciente nas histórias é o da coragem, (FLEURY, 1987). Ela está relacionada como valor que deve ser trabalhado em todos os membros da organização e em todos os níveis hierárquicos. Estórias de heróis e anti-heróis são relatados em depoimentos e não documentos oficiais. A biografia do mito pode ser registrada em jornais e documentos da empresa.
NORMAS DE GRUPO
Regras implícitas ou explícitas, criadas pelo grupo (organização), e que determinam o comportamento dos indivíduos.
No nascimento dessas normas torna-se necessário o conhecimento dos seus elementos culturais, levando em consideração o componente humano, pois estas são padrões advindos da cultura organizacional, e, em conseqüência, estabelecidos ao longo da história da empresa, sendo “obedecidos” individualmente, independente do seu valor positivo ou negativo.
As normas explícitas são formais e expressas de maneira totalmente clara, levando as pessoas para uma adaptação consciente. Exemplo: manuais, estatutos, regulamentos, etc...Em uma analogia feita entre “luz” e “sombra”, as normas explícitas permancem na luz e assim são percebidas por todos.
As normas implícitas são informais e não expressas de maneira clara, levando as pessoas para uma adaptação inconsciente às mesmas. No entanto sua força é igual ou até mesmo maior do que as normas explícitas. Conforme analogia anterior, as normas implícitas permanecem na sombra, e embora os indivíduos atuem de acordo com elas, não ficam claras e percebidas por todos como as explícitas. Ex: Estilo de liderança predominante na organização, forma de gerenciamento das decisões, dos conflitos, etc...
Quando a organização possui muitas normas implícitas, pode tornar-se mais ineficiente e burocratizada, com processos lentos e até inoperantes em alguns casos. Existe a necessidade de explicitar esses conteúdos, tomando a decisão de modificar o que não estiver facilitando a performance das equipes/setores.
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